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Mexilhão Dourado nas águas na Tríplice Fronteira
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Assinado Acordo de Investigação sobre Mexilhão Dourado

Assinado Acordo de Cooperação Científica entre a Divisão de Zoologia Invertebrados do Museu de La Plata, Faculdade de Ciências Naturais e Museu da Universidade Nacional de La Plata (Argentina) e a Organização Não-Governamental Atelier Saladero.

No dia 8 de outubro de 2007, Dr. Gustavo Darrigran (Professor da Cátedra Biologia de Invertebrados-UNLP) e Dra. Maria Cristina Damborenea (Chefe da Divisão Zoologia Invertebrados-UNLP) reuniram-se com a Diretoria da ONG Atelier Saladero e assinaram um acordo para integrar esforços e ações de cooperação científica num projeto de investigação sobre o mexilhão dourado (limnoperna fortunei) nas águas da Tríplice Fronteira.
O projeto intitulado "Estudo Populacional de Limnoperna fortunei" tem o propósito de estabelecer um marco de colaboração recíproca e articulação que contribua para a difusão e o enriquecimento mútuo com informações sobre o problema e o impacto ambiental que causa nas comunidades.
Segundo o projeto, a introdução dessa espécie é, na atualidade, a segunda principal causa de danos à biodiversidade global e trás como conseqüências numerosos problemas econômicos e sociais. Entre as invasões aquáticas mais destacadas se encontra a do bivalvo Limnoperna fortunei, detectada em 1991, nas costas argentinas do Rio da Prata. Essa espécie, devido às características biológicas próprias, conseguiu espalhar-se rapidamente na bacia do Prata, depois sobre o rio Paraná, chegando até São Paulo. Avançou sobre o rio Paraguai, até o Pantanal e por último surgiu no rio Uruguai, tendo sido detectada, pela ONG Atelier Saladero, nas águas da Tríplice Fronteira.
Segundo o Acordo, o principal objetivo é gerar conhecimento sobre o estado e situação das povoações de mexilhão dourado recentemente instalada no município da Barra do Quaraí. Estes conhecimentos são indispensáveis para controlar e prevenir a dispersão da espécie em novas áreas e para controlar de forma sustentável o “macrofouling” que a espécie provoca.  

Os objetivos específicos relatados são:
* Estabelecer os parâmetros populacionais (densidade, tamanho, estado reprodutivo, presença de larvas) na população recentemente instalada na Barra do Quarai e sua dinâmica temporal;
* Estabelecer o tempo de assentamento e capacidade de dispersão desde esta localidade.
* Completar o estudo da biologia reprodutiva do mexilhão dourado em um clima subtropical. O conhecimento da biologia reprodutiva, os fatores desencadeantes da evacuação gonadal, entre outros, são conhecimentos importantes para estabelecer pautas de prevenção e controle de bivalvos invasores;
* Estudar o crescimento individual da população recentemente instalada e contrastar com a curva de crescimento resultante baseada no modelo de Von Bertalanffi, com os resultados conhecidos para uma região temperada.
* Realizar conferências, cursos, folhetos informativos a fim de conscientizar e fazer partícipes da problemática das bio-invasões os diferentes níveis comunitários.


Comenta o Prof. Darrigran:
"O conhecimento sobre a bioinvasão aquática é escasso. Desconhecemos os aspectos relacionados tanto à composição como ao processo de invasão desse molusco. Estamos fazendo uma investigação do mexilhão desde que ingressou na América do Sul, em 1991, no rio de La Plata, Argentina, até hoje. Sabemos que esse organismo vem avançando 240 km por ano, contra a corrente. E nosso objetivo é estudar como devemos prevenir e controlar a espécie que causa muitos problemas ambientais, sociais e econômicos".

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