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:: Mexilhão infesta rios da Tríplice Fronteira
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:: Rio Quaraí infestado! |
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| Outubro de 2006 - O pescador e militante da ONG Atelier Saladero, Jairo Daniel, mostra as pedras "coalhadas" de mexilhão dourado às margens do rio Quaraí. "Quando as águas descem, a gente anda por aqui pisando num verdadeiro tapete desses moluscos. É impressionante como surgiram... em pouco tempo tomaram conta de muito espaço", afirma. |
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"Na Ilha Brasileira, localizada na confluência dos rios Quaraí e Uruguai, é visível o volume “absurdo” de mexilhões dourados, entranhados nas raízes expostas das árvores. A infestação consome a flora e provoca danos aos motores de barcos. De acordo com Argemiro Rocha, Presidente da ONG Atelier Saladero, a situação de desequilíbrio evidente do meio ambiente não recebeu resposta de autoridades brasileiras. Ele explica que os barrenses buscaram na Universidade de La Plata, na Argentina, por meio do especialista Gustavo Darrigran, respostas aos fenômenos com a realização de análises que apontem a oxigenação das águas, adaptação e transformação dos moluscos, além do envio de amostras do próprio mexilhão. Darrigran foi quem identificou essa espécie vinda da Ásia em Buenos Aires" ( por Silvana Losekann). |
| O alerta da ONG Atelier Saladero sobre a presença do Mexilhão Dourado nas águas da Tríplice Fronteira atraiu a atenção de muitos estudiosos. No dia 10/02/2007, a entidade recebeu duas grandes autoridades no assunto: Dr. Gustavo A. Darrigran, da Universidad Nacional de La Plata, o primeiro estudioso a detectar a presença do Mexilhão Dourado na América do Sul e Maria Cristina Damborenea, Doutora em Ciências Naturais. Ambos escreveram a obra “Bio-invasión del Mejillón Dorado en el Continente Americano”, comentada entre os círculos de estudiosos como uma referência completa sobre o tema. Cumpre dizer que a ONG Atelier Saladero, através do Movimento Transfronteiriço de ONGs que congrega 7 entidades não governamentais do Brasil, Uruguai e Argentina, vem chamando a atenção para esse problema desde 2005. | |
| A entidade recebeu, no dia 10/2/2007, Gustavo Darrigran, Doutor em Ciências Naturais da Universidade Nacional de La Plata (Argentina) e Diretor do Grupo de Investigações sobre Moluscos Invasores e Pragas, que trabalha na Faculdade de Ciências Naturais e Museu, na Divisão de Invertebrados. | |
| Juntamente com Dr. Gustavo, estava Maria Cristina Damborenea, Doutora em Ciências Naturais da Universidade Nacional de La Plata, investigadora do Grupo sobre Moluscos Invasores e Pragas da Faculdade de Ciências Naturais e Museu. | |
Gustavo relatou que “desde 2006 está pesquisando em Monte Caseros, Argentina, a presença do Mexilhão Dourado no rio Uruguai. E ontem, graças à informação que nos chegou por Luis Mujica (integrante do Movimento Transfronteiriço), ficamos sabendo da presença do Mexilhão Dourado aqui em Barra do Quaraí. Viemos, então, estudar o seu nível de expansão”. ONG Atelier Saladero - Há como controlar? Gustavo Darrigran - Uma força tarefa para controlar um avanço tão rápido pela bacia do Prata deveria ser feita desde o início. Ou seja, em cada localidade onde pela primeira vez se encontra é preciso estabelecer uma força tarefa local e regional. Nós intentamos através da Universidade Nacional de La Plata com um programa de educação sobre o problema. No Brasil, o IBAMA e o Ministério do Meio Ambiente estão empenhados em formar uma força tarefa, uma agrupação de agentes comunitários, docentes e investigadores. Acredito que o Brasil está encabeçando essa reação no contexto dos países Uruguai, Argentina e Paraguai. ONG Atelier Saladero - O que foi detectado, hoje, nas águas da Tríplice Fronteira? Gustavo Darrigran - Estivemos com Jairo, pescador integrante da ONG, percorrendo vários pontos do rio Uruguai até o chegarmos no encontro com o rio Meriñae. Nesse local, jogamos um gancho e tiramos muitos exemplares de Mexilhão Dourado que se encontravam no fundo do rio, numa profundidade de 3 metros. Esse fundo era arenoso e as raízes das plantas estavam tomadas por grande quantidade de Mexilhão Dourado. ONG Atelier Saladero - O que revela essa descoberta? Gustavo Darrigran - Esperávamos encontrar uma povoação inicial de assentamento. Percebemos que é uma povoação muito densa e há muito tempo está aclimatizada no local e adaptada ao ambiente. Os pescadores nos disseram que pelo menos há dois anos se encontra neste ecossistema. Mas, pelo tamanho dos exemplares que coletamos posso dizer que há três anos estão se multiplicando por aqui. ONG Atelier Saladero - O Sr. gostaria de acrescentar algo? Gustavo Darrigran - Desejo acrescentar que, nesta região da Tríplice Fronteira, onde três países estão em jogo, é importante fazer investigações sempre tendendo a conseguir uma prevenção e um controle deste novo problema econômico e ambiental para a água doce da América do Sul, algo que era conhecido unicamente nas costas marinhas, não na água doce. Assim todos os sistemas que captam a água doce, na região, não estão preparados para suportar esse problema. Daí ser um problema econômico muito grave. Por outro lado, há uma destruição dos moluscos nativos por parte do Mexilhão Dourado ocasionando um impacto ambiental muito grande. Também porque serve de alimento extra para os peixes e alguns já mudaram de alimento por causa da grande quantidade de mexilhão nos rios.
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Conforme o profundo estudo do Prof. Gustavo Darrigran, a dispersão do Mexilhão Dourado pela bacia do Prata se realiza "contra a corrente, a uma velocidade de 240 km/ano, afetandos os países membros do Mercosul". Na introdução do seu livro, ele afirma: "Este tema presenta tal magnitud que, en el año 2000, la Faculdad de Ciencias Naturales y Nuseo de la Universidad Naiconal de La Plata, Argentina, a través del Grupo de Investigación de Moluscos Invasores/Plagas, el qual es dirigido y coordinado por los autoroes da presente obra, obtiene la distinción MERCOPREMIO na área de Medio Ambiente por la contribuición BIVALVOS INVASORES - UN NOVEDOSO PROBLEMA ENCONOMICO-AMBIENTAL EN EL AGAU DULCE DE LOS PAISES DEL MERCOSUL. Este premio se realizo en el marco del concurso de mongrafias organizado por ele Estado do Rio Grande do Sul, a través de su Gabinete Mercosur y auspiciado por la Asociación de Universidades Grupo Montevidéo. La obra servió, seis años despues, como germen de la presente contribuición. Asimismo, la temática que aqui se aborda forma parte de la agenda de trabajo del Grupo Medio Ambiente del Mercosur quien creó una equipe ad-hoc integrado por representantes técnicos de Argentina, Brasil, Paraguay y Uruguai con el objeto de avanzar en el tratamiento de las especies exóticas invasoras, particularmente la provenientes de agua de lastre. Gustavo Darrigran y Maria Cristina Damborenea |
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O estudo do Prof. Darrigram pode ser solicitado à ONG Atelier Saladero pelo e-mail: barradoquarai@barradoquarai.net |
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