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Portal de Notícias da Tríplice Fronteira |
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:: Equipe do IBAMA visita ONG Atelier Saladero
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:: Mexilhão Dourado na Tríplice Fronteira |
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| Encontramos em investigadores pioneiros no estudo da "água de lastro" (Carlton e Ruiz - 2004) uma das razões para o avanço do Mexilhão Dourado em nossas águas. A falta de conhecimento leva as pessoas que navegam serem as propagadoras dessa espécie. O transporte naútico é o "calcanhar da Aquiles" das bio-invasões, através dos quais o mexilhão dourado ganhou acesso a um novo habitat, muito distante da sua região nativa. A distribuição atual do molusco na fronteira mostra a importância de se conhecer a diversidade e os padrões de mecanismos do transporte humano, utilizados pela espécie invasora para atravessar barreiras naturais e alterar ecossistemas. | |||
| No dia 17/02/2007 a ONG Atelier Saladero recebeu uma equipe do IBAMA interessada em avaliar a realidade da presença do Mexilhão Dourado (Limnoperna fortunei) nas águas da Tríplice Fronteira, conforme o alerta da ONG pela imprensa. | ![]() |
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Fábio Faraco |
Kátia Aurich |
Gustavo Mahler |
ENTREVISTA ONG Atelier Saladero - Como está constituída a equipe do IBAMA que se encontra na Barra do Quarai? ONG Atelier Saladero - Existe algum plano do IBAMA referente ao controle dessa espécie? Fábio Faraco - Não. Mesmo que quiséssemos, o IBAMA ou qualquer outro órgão, não existe o controle da espécie, você não controla esse tipo de invasor, os moluscos com o potencial que tem o mexilhão, você não controla, você monitora. Uma vez que ele entrou neste ecossistema ele vai ser mais um animal parte da fauna brasileira. O que se pode fazer? É informar as pessoas, esse é o nosso grande objetivo: que elas saibam conviver com a espécie, saibam co-habitar com ela e fazer com que outros ecossistemas, ainda não afetados, sejam preservados, porque somos nós que transportamos o mexilhão. Não podemos esquecer que ele não voa, não corre, não nada. Ele é transportado através de atividade humana, nós somos culpados por ele estar aqui, agora. Nosso plano é informar os usuários de algum recurso hídrico como conviver com a espécie. |
Os impactos gerados pela bio-invasão não se diferencia daqueles causados às comunidades em razão da pesca, contaminação e distúrbios não antropogênicos. O Prof. Gustavo Darrigram observa uma ausência de "madurez intelectual y operativa" nas investigações sobre o impacto das invasões aquáticas. A maioria destas investigações apenas descrevem os impactos ou são estudos sobre as consequências em diferentes espaços e tempos. O único que se faz é referir-se sobre o que já se sabe ou se assume. Ao analisar as Atas da Conferência Internacional sobre Espécies Invasoras Aquáticas, realizadas em Washington, em 2002, 62% dos trabalhos ali apresentados foram sobre impactos ou efeitos econômicos-ecológicos e aspectos referidos a controle e tratamento. Quer dizer, se descreve o problema e logo se indica o que fazer nesses casos; isto é investigação reativa ou curativa. Entre nós, existe uma marcada deficiência nesse tipo de investigação... |
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O estudo do Prof. Darrigram pode ser solicitado à ONG Atelier Saladero pelo e-mail: barradoquarai@barradoquarai.net |
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